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13.1.2026

Quais os PPR mais rentáveis? Descobre os melhores PPR para 2026

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Os Planos Poupança-Reforma (PPR) continuam a ser um dos instrumentos de poupança mais utilizados pelos portugueses para preparar a reforma. De acordo a ECO, estes produtos representam cerca de 19 mil milhões de euros em ativos sob gestão e contam com mais de 2 milhões de subscritores em Portugal.

Neste artigo, destacamos 10 PPR para cada período analisado, selecionados com base nos seguintes critérios:

  1. Ordenação pela rentabilidade: os PPR são classificados de acordo com a rentabilidade obtida, considerando tanto os dados de 2025 como períodos acumulados (ex.: 2022–2025), permitindo avaliar não só o desempenho recente, mas também a consistência ao longo do tempo; 
  2. Disponibilidade para novas subscrições: apenas incluímos PPR que se encontram atualmente em comercialização, para que possas investir de imediato.
  3. Montante mínimo acessível: excluímos classes de PPR com mínimos de subscrição elevados (por exemplo, superiores a 250.000€), privilegiando soluções adequadas à maioria dos investidores particulares.

Importa salientar que esta análise incide exclusivamente sobre PPR sob a forma de fundos de investimento. Para um enquadramento verdadeiramente completo, seria ainda necessário considerar os PPR sob a forma de fundos de pensões e seguros ligados a fundos de investimento, sendo estes últimos abordados noutro artigo. Dado o elevado número de PPR disponíveis no mercado e a falta de atualização da plataforma de comparação da ASF, optámos por concentrar esta análise nos fundos de investimento.

Os dados foram recolhidos diretamente dos sites das entidades comercializadoras e da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), através do seu novo comparador de instrumentos financeiros onde é possível comparar centenas de PPR, filtrar por rentabilidade histórica, custos, classe de risco e outras características:

Comparador de Instrumentos Financeiros da CMVM

Por fim, importa recordar que a análise do desempenho passado deve ser sempre complementada com uma avaliação do risco. Regra geral, rentabilidades mais elevadas implicam maior volatilidade e, consequentemente, um maior nível de risco.

👉 Preferes soluções mais conservadoras? Consulta a nossa análise dos melhores PPR com capital garantido.

10 Melhores PPR - Análise de Rentabilidades

PPR mais rentáveis em 2025

Nome do PPR Rentabilidade 2025 Taxa de Encargos Correntes Comissão de Resgate
Oxy Capital Liquid Opportunities A PPR DA 25,32% 0,76%* 3,00% (nos primeiros dois anos); 0% nos seguintes
Caixa Arrojado PPR/OICVM 8,79% 2,02% 1,00% (nos primeiros 89 dias); 0,50% entre 90 e 179 dias; 0% mais de 180 dias
Smart Invest PPR/OICVM Dinâmico 8,20% 1,39% 0%
Optimize PPR/OICVM Agressivo 6,35% 1,80% 0%
Caixa Moderado PPR/OICVM 6,03% 1,48% 1,00% (nos primeiros 89 dias); 0,50% entre 90 e 179 dias; 0% mais de 180 dias
Smart Invest PPR/OICVM Conservador 5,32% 1,52% 0%
Save & Grow PPR/OICVM Prime** 5,24% 1,68% 2,00% (no 1º ano); 0% nos seguintes
Bankinter 75 PPR/OICVM - Cat. A 5,17% 2,39% 0%
ABANCA PPR Ciclo de Vida 34 PPR/OICVM 5,07% 2,23% 0%
BPI Reforma Investimento PPR/OICVM 5,03% 1,94% 1,00% (nos primeiros 90 dias); 0% acima de 90 dias

*Este PPR não cobra uma comissão de performance tradicional anual. No entanto, existe um mecanismo de alocação não proporcional da rentabilidade: se, ao fim de cada período de 5 anos (ou no momento do resgate, se anterior), a rentabilidade anualizada líquida acumulada do fundo, já após os restantes custos, exceder 8% ao ano, é alocada à sociedade gestora uma parcela correspondente a 20% da rendibilidade total do período. A aplicação deste mecanismo está limitada de forma a garantir que a rentabilidade anualizada final do investidor nunca seja inferior a 8% ao ano.
**O Save & Grow PPR também apresenta a classe
Founders que em 2025, obteve uma rentabilidade de 5,46%. Visto que não é possível subscrever essa classe desde 2021 (a não ser com um valor mínimo de 250.000€), optamos por não a incluir na tabela. Se quiseres saber mais sobre o PPR Save & Grow, lê a nossa análise completa.

PPR mais rentáveis nos últimos 3 anos (2023-2025)

Nome do PPR Rentabilidade 2023–25 (anualizada*) Taxa de Encargos Correntes Comissão de Resgate
Save & Grow PPR/OICVM Prime** 20,04% 1,68% 2,00% (no 1º ano); 0% nos seguintes
Invest Tendências Globais PPR/OICVM 16,43% 1,60% 0%
Optimize PPR/OICVM Agressivo 12,57% 1,80% 0%
Bankinter Mega TT PPR - Cat. A 11,93% 2,51% 0%
Smart Invest PPR/OICVM Dinâmico 11,38% 1,39% 0%
Caixa Arrojado PPR/OICVM 8,42% 2,02% 1,00% (nos primeiros 89 dias); 0,50% entre 90 e 179 dias; 0% mais de 180 dias
Optimize PPR/OICVM Ativo 8,38% 2,57% 0%
Smart Invest PPR/OICVM Moderado 8,09% 1,44% 0%
Alves Ribeiro PPR/OICVM 7,53% 1,59% 0%
BPI Reforma Global Equities PPR/OICVM 7,41% 2,21% 1,00% (nos primeiros 90 dias); 0% nos seguintes

*A rentabilidade anualizada é o ganho médio por ano de um investimento (líquida da taxa de encargos correntes). Serve para comparar investimentos com durações diferentes.
**O Save & Grow PPR também apresenta a classe
Founders que entre 2023 e 2025, obteve uma rentabilidade anualizada de 20,29%. Visto que não é possível subscrever essa classe desde 2021 (a não ser com um valor mínimo de 250.000€), optamos por não a incluir na tabela.

PPR mais rentáveis nos últimos 5 anos (2021-2025)

Nome do PPR Rentabilidade 2021–25 (anualizada*) Taxa de Encargos Correntes Comissão de Resgate
BPI Reforma Global Equities PPR/OICVM 5,52% 2,21% 1,00% (nos primeiros 90 dias); 0% nos seguintes
Optimize PPR/OICVM Agressivo 4,82% 2,04% 0%
Optimize PPR/OICVM Ativo 3,37% 2,57% 0%
Alves Ribeiro PPR/OICVM 3,27% 1,59% 0%
Bankinter 75 PPR/OICVM - Cat. A 3,19% 2,39% 0%
ABANCA PPR Ciclo de Vida 34 PPR/OICVM 3,14% 2,23% 0%
ABANCA PPR Ciclo de Vida 34-44 PPR/OICVM 3,02% 1,92% 0%
Caixa Arrojado PPR/OICVM 2,51% 2,02% 1,00% (nos primeiros 89 dias); 0,50% entre 90 e 179 dias; 0% mais de 180 dias
BPI Reforma Valorização PPR/OICVM 2,37% 2,32% 1,00% (nos primeiros 89 dias); 0,50% entre 90 e 179 dias; 0% mais de 180 dias
Optimize PPR/OICVM Equilibrado 2,13% 2,36% 0%

*A rentabilidade anualizada é o ganho médio por ano de um investimento (líquida da taxa de encargos correntes). Serve para comparar investimentos com durações diferentes.

PPR mais rentáveis nos últimos 10 anos (2016-2025)

Nome do PPR Rentabilidade 2016–25 (anualizada*) Taxa de Encargos Correntes Comissão de Resgate
Alves Ribeiro PPR/OICVM 4,67% 1,59% 0%
Optimize PPR/OICVM Ativo 2,97% 1,80% 0%
GNB PPR/OICVM 2,35% 1,25/td> 0%
Optimize PPR/OICVM Moderado 2,10% 1,81% 0%
Optimize PPR/OICVM Equilibrado 1,81% 2,36% 0%
BPI Reforma Valorização PPR/OICVM 1,72% 2,32% 1,00% (nos primeiros 89 dias); 0,50% entre 90 e 179 dias; 0% mais de 180 dias
Santander Poupança Valorização 1,12% 1,89% 0%
BPI Reforma Investimento PPR/OICVM 0,49% 1,94% 1,00% (nos primeiros 89 dias); 0,50% entre 90 e 179 dias; 0% mais de 180 dias
Santander Poupança Prudente 0,12% 1,34% 0%
BPI Reforma Obrigações PPR/OICVM -0,25% 1,16% 1,00% (nos primeiros 90 dias); 0% mais de 90 dias

*A rentabilidade anualizada é o ganho médio por ano de um investimento (líquida da taxa de encargos correntes). Serve para comparar investimentos com durações diferentes.

Atenção: “mais rentável” nem sempre significa “melhor”

Ao analisar a lista de PPR com melhor desempenho, é tentador concluir que os mais rentáveis são, automaticamente, as melhores escolhas. No entanto, esta leitura ignora dois pontos cruciais:

  1. Risco e volatilidade andam de mãos dadas com a rentabilidade
    • PPR com maiores ganhos recentes costumam ter carteiras mais expostas a ações e, por isso, sofrem quedas mais acentuadas em anos negativos.
    • Pergunta-te: “Se o mercado cair 20%, estou confortável em ver o meu PPR recuar na mesma proporção?” Se a resposta for não, talvez precises de um produto menos agressivo.
  2. Viés de sobrevivência (survivorship bias)
    • Quando olhamos apenas para os vencedores recentes, esquecemos os fundos que ficaram pelo caminho ou que mudaram de estratégia depois de resultados fracos.
    • Uma rentabilidade elevada nos últimos dois ou três anos pode dever-se a “boa sorte” conjuntural (por exemplo, estar muito exposto a tecnologia numa fase em que esse setor disparou) mais do que a uma gestão consistente.

Quando um PPR de capital garantido faz mais sentido

Se valorizas sobretudo a segurança do capital - por exemplo, porque o objetivo é resgatar em breve para entrada de casa ou porque simplesmente dormes melhor sem sobressaltos - pode ser preferível optar por um PPR em formato seguro PPR (capital garantido):

  • Protegem 100% do montante investido;
  • Oferecem taxas mínimas garantidas;
  • A rendibilidade potencial é menor, mas o risco de perda é virtualmente nulo.

Encontras uma análise detalhada dos melhores PPR com capital garantido no nosso artigo dedicado: Qual é o melhor PPR com capital garantido?.

Comissões associadas

Como já destacamos nas tabelas comparativas, é essencial olhar para dois tipos de custos: as taxas de encargos correntes (custos de gestão) e as comissões de resgate. No entanto, estes não são os únicos encargos que um PPR pode ter.

Outros custos a considerar:

  • Comissão de subscrição: Algumas entidades cobram uma percentagem no momento da entrada (menos comum hoje em dia, mas ainda existe);
  • Comissão de transferência: Ao mudar de PPR (ex: de um banco para outro), pode ser aplicada uma taxa de 0,50% (máximo estipulado por lei);
  • Comissão de performance (ou “sucesso”): Em certos PPR, sobretudo nos mais agressivos, é aplicada uma taxa adicional sobre os ganhos acima de um determinado patamar.

De notar que quando um PPR apresenta as suas rentabilidades já o faz líquida da taxa de encargos correntes, mas não líquida das comissões de subscrição, resgate e de transferência.

Nível de risco

Como referimos na introdução, a rentabilidade é apenas uma parte da equação. Por norma, PPR que tiveram melhores desempenhos nos últimos anos são também os que assumem maior risco.

Os níveis de risco são classificados como:

  • Conservador: Predominância de obrigações e liquidez. Risco e rentabilidade mais baixos.
  • Moderado: Mistura equilibrada entre ações e obrigações.
  • Agressivo: Foco em ações. Maior potencial de valorização, mas também maior volatilidade.

Deves alinhar o teu perfil de risco com o tipo de PPR. Por exemplo, um jovem com horizonte de longo prazo pode tolerar mais risco do que alguém perto da reforma.

Composição das carteiras

Os PPR investem principalmente em dois tipos de ativos mobiliários:

  1. Ações: Representam participações em empresas. São mais voláteis, mas com maior potencial de valorização no longo prazo.
  2. Obrigações: Títulos de dívida de empresas ou do Estado. Têm menor risco e são mais previsíveis.

A proporção entre estas duas classes de ativos define o risco e a rentabilidade esperada do PPR. Além disso, alguns fundos podem investir em fundos imobiliários, ETFs, ou até ter posições elevadas em liquidez (investimentos em fundos do mercado monetário, por exemplo).

Fiscalidade

"Nada é mais certo neste mundo do que a morte e os impostos.”

    Benjamin Franklin

Uma das grandes vantagens dos PPR são os benefícios fiscais: quer na entrada (dedução no IRS), quer na saída (taxação reduzida sobre os ganhos), desde que se cumpram certas condições legais.

Benefícios à entrada (Dedução no IRS)

Idade do contribuinte Limite máximo de dedução
Até 35 anos 400€ (com investimento até 2.000€)
De 35 a 50 anos 350€ (com investimento até 1.750€)
Mais de 50 anos 300€ (com investimento até 1.500€)

⚠️ Atenção ao benefício fiscal “teórico” dos PPR: É comum assumir-se que, ao investir num PPR, o benefício fiscal à entrada corresponde automaticamente a 20% do valor investido - por exemplo, que uma pessoa com menos de 35 anos que invista 2.000€ irá “receber” 400€ em IRS nesse ano. No entanto, na prática, isto nem sempre acontece. Segundo cálculos divulgados pela ECO, o benefício fiscal médio real dos últimos 10 anos foi de apenas 2,2% do valor investido, muito abaixo dos 20% máximos permitidos por lei. Isto acontece porque a dedução do PPR concorre com outras deduções à coleta.

Benefícios à saída (Impostos sobre os rendimentos)

Prazo de Investimento Fora das condições da lei Dentro das condições da lei*
< 5 anos 21,5% --
5 a 8 anos 17,2% 8,0%
> 8 anos 8,6% 8,0%

*Condições legais: A partir dos 60 anos de idade, reforma por velhice, desemprego de longa duração, incapacidade permanente, morte, pagamento de prestações de crédito habitação, entre outras.

Liquidez e facilidade de resgate

Apesar de serem produtos de poupança de longo prazo, os PPR oferecem alguma flexibilidade.

Como funciona o resgate:

  • Pode ser feito a qualquer momento, mesmo fora das condições legais.
  • Se o resgate for fora das condições previstas por lei, e usufruiste dos benefícios fiscais à entrada, terás de os devolver e ainda tens uma majoração de 10% por cada ano. Exemplo: recebes 400€ de benefícios e terias de devolver 440€.
  • Se estiveres dentro das condições (reforma, desemprego, etc.), tens acesso às taxas reduzidas e sem penalizações.

Conclusão

Os PPR continuam a ser uma solução de poupança amplamente procurada em Portugal, não apenas como forma de acumular capital para a reforma, mas também pelos benefícios fiscais associados. 

Para muitos investidores, o incentivo fiscal no momento da subscrição, aliado à possibilidade de resgates com condições vantajosas (por exemplo, para educação, habitação ou reforma), torna estes produtos particularmente atrativos.

De todos os PPR aqui apresentados, realizamos análises a dois, caso estejas interessado:

Se estiveres curioso, explora também a nossa análise dos melhores PPR com capital garantido.

Autor
O Franklin é licenciado em Economia e mestre em Finanças. Concluiu o nível II do CFA e conta com cerca de três anos de experiência em gestão de patrimónios, como analista de carteiras e fundos de investimento na Golden Wealth Management. Criou o canal de YouTube "Edge Over Hedge" sobre literacia financeira. É o nosso Warren Buffett português – embora mais jovem.