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28.1.2026

Os melhores ETFs de Ouro e de Prata em 2026

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O ouro e a prata são dois dos ativos mais antigos da história financeira e continuam a desempenhar um papel central nos mercados globais. 

No início de 2026, o valor de mercado combinado do ouro e da prata já ultrapassava largamente o das chamadas “Magnificent Seven” (Apple, Microsoft, Google, Amazon, Nvidia, Meta e Tesla), apesar destas dominarem o discurso mediático.

Ranking dos principais ativos do mundo ordenados por capitalização de mercado. Fonte: companiesmarketcap.com

Apesar de ser possível investir diretamente em ouro ou prata (por exemplo, por meio da compra de ouro físico), esta pode não ser a forma mais prática, eficiente ou acessível de o fazer. Questões como armazenamento, segurança, liquidez e custos podem tornar esta opção menos conveniente.

Por esse motivo, muitos investidores optam por recorrer a instrumentos financeiros específicos, como ETFs ou ETCs, que permitem obter exposição a estes metais de forma simples, transparente e com custos reduzidos.

O que é um ETF (ou ETC) de ouro e de prata?

Um ETF é um fundo negociado em bolsa cuja função é seguir de perto o desempenho de um determinado ativo ou índice. No entanto, quando falamos de matérias-primas físicas como o ouro e a prata, o instrumento mais comum na Europa não é, tecnicamente, um ETF, mas sim um ETC (Exchange-Traded Commodity).

Na União Europeia, os ETFs têm de cumprir a Diretiva UCITS, que não permite a um fundo investir diretamente numa matéria-prima única como o ouro físico. Por isso, produtos que replicam apenas o ouro não podem ser ETFs UCITS e são estruturados como ETCs.

Na prática, para o investidor, a experiência é muito semelhante: negoceiam-se em bolsa como ações, têm baixos custos anuais e permitem exposição ao preço do ouro ou da prata, sem necessidade de comprar ou armazenar o ativo físico.

Os ETCs que apresentamos neste artigo são physically backed, ou seja, totalmente colaterizados em metal físico. Isto significa que o emissor mantém ouro ou prata reais, armazenados em cofres de entidades independentes, como garantia do produto. Desta forma, o valor do ETC reflete de perto o preço de mercado do metal e o risco de contraparte é significativamente reduzido.

Melhores ETFs/ETCs de Ouro

Com base na nossa pesquisa e na metodologia explicada mais em baixo, alguns dos melhores produtos para investir em ouro incluem (ordenados por ativos sob gestão):

Nome ISIN Ticker TER
iShares Physical Gold ETC IE00B4ND3602 EGLN 0,12%
Invesco Physical Gold A IE00B579F325 SGLD 0,12%
Xetra-Gold* DE000A0S9GB0 4GLD 0,00%
Amundi Physical Gold ETC FR0013416716 GLDA 0,12%

*Não cobra TER tradicional, mas inclui custos implícitos no spread e na estrutura do produto.
Nota: o WisdomTree Physical Gold ETC não foi considerado pelo seu elevado TER (0,39%).

No gráfico abaixo, é possível ver uma comparação entre os ETCs no último ano (de 28 de janeiro de 2025 a 28 de janeiro de 2026):

Fonte: Tradingview.com

O ETC que obteve a melhor rentabilidade foi o Xetra-Gold (66,40%) enquanto que o que obteve a pior rentabilidade foi o iShares Physical Gold ETC (66,10%). Como se observa, a diferença entre eles foi mínima. Pelo que, com base no histórico, a escolha entre cada um deles não deverá fazer uma diferença significativa no teu portfólio.

Características adicionais

Nome Tipo de ativo Estrutura Ativos sob gestão
iShares Physical Gold ETC Ouro físico Física 30€ + mil milhões
Invesco Physical Gold A Ouro físico Física 25€ + mil milhões
Xetra-Gold* Ouro físico Física 20€ + mil milhões
Amundi Physical Gold ETC Ouro físico Física 10€ + mil milhões

Melhores ETFs/ETCs de Prata

Com base na nossa pesquisa e na metodologia apresentada, alguns dos melhores produtos para investir em prata incluem (ordenados por ativos sob gestão):

Nome ISIN Ticker TER
iShares Physical Silver ETC IE00B4NCWG09 PPFD 0,20%
WisdomTree Physical Silver JE00B1VS3333 PHAG 0,49%
Invesco Physical Silver IE00B43VDT70 8PSB 0,19%
Xtrackers Physical Silver ETC DE000A1E0HS6 XAD6 0,40%

No gráfico abaixo, é possível ver uma comparação entre os ETCs no último ano (de 28 de janeiro de 2025 a 28 de janeiro de 2026):

Fonte: Tradingview.com

O ETC que obteve a melhor rentabilidade foi o Invesco Physical Silver (223,84%) enquanto que o que obteve a pior rentabilidade foi o WisdomTree Physical Silver (222,67%). Tal como no caso dos ETCs de ouro, também aqui se observa uma diferença muito baixa entre eles. Pelo que, a escolha entre cada um deles não deverá fazer uma diferença significativa no portfólio.

Características adicionais

Nome Tipo de ativo Estrutura Ativos sob gestão
iShares Physical Silver ETC Prata física Física 5€ + mil milhões
WisdomTree Physical Silver Prata física Física 4.5€ + mil milhões
Invesco Physical Silver Prata física Física 1.5€ + mil milhões
Xtrackers Physical Silver ETC Prata física Física 800€ milhões

De onde vêm, então, as diferenças de rentabilidade?

1. Custos (TER – Total Expense Ratio)

O TER é a comissão anual que o ETF cobra para cobrir: custódia do metal, auditorias, gestão e estrutura legal.

2. Tracking error

O tracking error mede o quão bem o ETF acompanha o preço do metal. Quanto maior, pior a capacidade do ETF replicar o preço do mesmo. Pode surgir devido a: custos operacionais, forma como o ETF gere entradas e saídas de capital e outras pequenas ineficiências na réplica. ETFs físicos bem estruturados tendem a ter tracking error baixo.

3. Liquidez e spreads

Quanto maior o volume negociado, mais fácil é comprar e vender ao preço justo. ETFs muito líquidos tendem a refletir melhor o valor real do metal.

ETFs pouco negociados têm spreads maiores. Isso é um custo invisível, mas real, especialmente para quem faz entradas frequentes.

Para investidores de longo prazo, isto pesa menos. Para quem compra e vende com frequência, pode pesar bastante.

Glossário das tabelas

  • ISIN: código único de 12 caracteres que identifica um instrumento financeiro a nível internacional. Cada ETF/ETC tem o seu próprio ISIN, como se fosse um "número de matrícula".
  • Ticker: abreviação usada para identificar um ativo na bolsa onde é negociado. Por exemplo, o ticker do ETC “iShares Physical Gold ETC” pode ser “EGLN” na bolsa de valores de Londres, mas também “PPFB” na bolsa de Gettex. Pode variar consoante a bolsa. 
  • TER (Total Expense Ratio): É a taxa anual de custos do ETF, expressa como percentagem. Inclui as comissões de gestão e outras despesas. Um TER de 0,07% significa que, por cada 1.000€, pagas 0,70€ por ano em custos de manutenção do fundo. Quanto mais baixo, melhor.
  • Tipo de replicação: Descreve como o ETF replica o índice que pretende seguir:
    • Física: o ETF/ETC detém diretamente os metais preciosos.‍
    • Sintética: o ETF/ETC não detém os metais preciosos, mas usa contratos derivados (swaps) para replicar o desempenho. Os ETFs/ETCs físicos são preferidos pela sua transparência e por estares a comprar ativos reais.‍
  • Ativos sob gestão: Refere-se ao valor total que os investidores têm aplicado num determinado ETF/ETC. Um valor elevado indica maior liquidez do mesmo.

Os nossos critérios de seleção

Para este artigo, selecionámos apenas os ETFs que cumprem os seguintes critérios:

  • Replicação física do índice (em vez de sintética);
  • TERs baixos: inferiores a 0,50%;
  • Ativos sob gestão elevados: superiores a 500€ milhões, o que indica boa liquidez e estabilidade;
  • ETFs sem cobertura cambial. Ou seja, o valor do investimento pode oscilar com as variações da taxa de câmbio entre o euro e o dólar. Apesar disso, estes produtos (sem cobertura cambial) costumam ter custos mais baixos e, a longo prazo, a flutuação cambial tende a equilibrar-se, razão pela qual muitos investidores preferem esta opção. 

Caso queiras explorar um produto com cobertura cambial, tens, por exemplo:

Como encontrar os melhores ETFs/ETCs?

Uma das plataformas mais completas para comparar ETFs/ETCs é o justETF.com. Neste site, é possível filtrar os produtos por tipo de replicação (física ou sintética), custos (TER), volume de ativos sob gestão, entre outros:

Fonte: justETF.com

Onde comprar ETFs/ETCs de ouro e prata?

Estes ETFs/ETCs estão disponíveis em várias corretoras acessíveis a investidores portugueses. Aqui estão algumas das opções mais conhecidas:

  • Interactive Brokers: plataforma avançada, ideal para investidores mais experientes
  • XTB: corretora com 0% de comissão em ETFs (até 100.000€ de volume de transação)
  • Trade Republic: aplicação simples com planos de investimento automáticos
  • Trading 212*: interface intuitiva e sem comissões em ETFs (podem aplicar-se outras comissões. Consulta os termos e comissões).

*Conteúdo Patrocinado. A Trading 212 Markets Ltd é regulamentada pela CySEC e oferece os seus serviços em Portugal em regime de livre prestação de serviços transfronteiriços. Para obter ações fracionadas gratuitas no valor de até 100 EUR, pode abrir uma conta na Trading 212 através de https://www.trading212.com/join/LF ou utilizando o código “LF”. Aplicam-se termos e condições.

Para uma lista completa de corretoras, consulta o nosso artigo “Melhores corretoras em Portugal”.

Neste artigo, explicamos passo a passo como investir em ouro através de uma corretora.

Qual o papel do ouro e da prata numa carteira de investimentos?

Um dos maiores equívocos sobre o ouro (e, em menor grau, sobre a prata) é encará-los como investimentos “principais” ou como apostas especulativas. Na realidade, o seu maior valor surge quando são usados como complemento a uma carteira bem diversificada e não como o seu pilar central.

O ouro e a prata comportam-se de forma diferente das ações e obrigações. Não geram rendimento (como dividendos ou juros), mas também não dependem diretamente do crescimento económico, dos lucros das empresas ou da solvência de um emissor.

Na prática, isto traduz-se em três benefícios principais:

  • Baixa correlação de longo prazo com ações e obrigações
  • Proteção em cenários de stress prolongado, como crises geopolíticas, regimes inflacionários extremos ou desvalorização cambial
  • Redução da volatilidade global da carteira, quando usados em pequenas proporções

É importante notar que, no curto prazo, o ouro pode cair ao mesmo tempo que as ações (por exemplo, durante liquidações forçadas). No entanto, em horizontes médios e longos, tende a recuperar o seu papel de estabilizador e a desempenhá-lo.

O objetivo não é ter 30%, 40% ou 50% do portefólio em ouro ou prata. Alocações excessivamente elevadas tendem a reduzir o retorno esperado e a aumentar o risco global, precisamente porque estes ativos não geram rendimento ao longo do tempo.

O que dizem a teoria e a evidência académica?

Quando analisamos carteiras consideradas “convencionais”, “académicas” ou mesmo ótimas do ponto de vista risco/retorno (como as inspiradas na Teoria Moderna do Portefólio), o ouro surge frequentemente com uma alocação modesta, mas não nula.

Estudos de casas como a Robeco mostram que:

  • Alocações entre 5% e 15% em ouro tendem a melhorar o perfil risco/retorno de uma carteira tradicional de ações e obrigações
  • Menos de 5% tem impacto reduzido
  • Mais de 15% começa a penalizar o retorno esperado

Ou seja, mesmo em portefólios considerados “ótimos”, o ouro não substitui ações nem obrigações, mas sim complementa-as.

E a prata?

A prata partilha algumas características com o ouro, mas é geralmente mais volátil, devido ao seu maior peso industrial. Por isso, costuma ser usada em proporções ainda menores ou como complemento ao ouro, e não como substituto direto.

Conclusão

O ouro e a prata continuam a provar que estão longe de serem relíquias do passado. Pelo contrário, mantêm um papel relevante na construção de carteiras diversificadas, sobretudo como proteção contra a instabilidade económica e os riscos geopolíticos.

Para a maioria dos investidores, os ETFs/ETCs físicos de ouro e de prata podem ser uma forma simples, eficiente e transparente de obter essa exposição, evitando os inconvenientes do investimento em metal físico. Como vimos ao longo do artigo, quando falamos de produtos bem estruturados, com replicação física, baixos custos e elevada liquidez, as diferenças de rentabilidade entre eles tendem a ser muito reduzidas.

Assim, a escolha do “melhor” ETF/ETC passa menos por tentar antecipar qual terá a maior performance e mais por critérios objetivos: baixo TER, boa liquidez, ativos sob gestão elevados e confiança no emissor. Acreditamos que qualquer um dos produtos selecionados cumpre estes requisitos e pode desempenhar eficazmente o seu papel numa carteira de longo prazo.

Por fim, importa lembrar que ouro e prata não devem ser vistos como apostas especulativas, mas integrados de forma equilibrada numa estratégia global, o que pode ajudar a reduzir a volatilidade do portfólio e a torná-lo mais resiliente ao longo do tempo.

Disclaimer: este artigo é apenas informativo. Investir envolve riscos e deves garantir que compreendes o produto antes de aplicar o teu dinheiro.

Autor
O Franklin é licenciado em Economia e mestre em Finanças. Concluiu o nível II do CFA e conta com cerca de três anos de experiência em gestão de patrimónios, como analista de carteiras e fundos de investimento na Golden Wealth Management. Criou o canal de YouTube "Edge Over Hedge" sobre literacia financeira. É o nosso Warren Buffett português – embora mais jovem.