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10.04.2026

Índice PSI (ex-PSI 20): o que é, empresas, e como investir

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O PSI (Portuguese Stock Index) é o principal índice de referência da bolsa portuguesa. Se acompanhas os mercados financeiros ou estás a dar os primeiros passos no investimento em ações, é provável que já tenhas ouvido falar dele - mas sabes realmente como funciona, que empresas o compõem e como podes investir?

Neste guia, vamos muito além do básico. Explicamos a mecânica do índice, analisamos cada uma das 16 empresas que o integram em 2026, comparamos o PSI com outros índices europeus, avaliamos se faz sentido investir no mercado português e mostramos, passo a passo, como comprar ações do PSI através de uma corretora.

O que é o PSI?

O PSI é um índice bolsista ponderado pela capitalização de mercado ajustada ao free float. Em termos simples, é um número que reflete o desempenho agregado das maiores e mais líquidas empresas cotadas na Euronext Lisboa.

Foi criado a 31 de dezembro de 1992, com um valor base de 3.000 pontos, como sucessor do antigo BVL 30. Desde então, funciona como o principal termómetro do mercado acionista português - quando ouves nos noticiários que "a bolsa subiu" ou "a bolsa caiu", é ao PSI que se referem. Para uma visão mais ampla sobre o funcionamento da bolsa, consulta o nosso guia como investir na bolsa em Portugal.

De PSI-20 para PSI: o que mudou

Durante quase 30 anos, o índice chamou-se PSI-20, por incluir as 20 maiores cotadas. No entanto, fusões, falências e aquisições foram reduzindo o número de constituintes ao longo dos anos. Em determinados momentos, o índice chegou a ter apenas 15 empresas, tornando a designação "20" enganadora.

Em março de 2022, a Euronext Lisboa simplificou o nome para apenas PSI e introduziu novas regras. A principal mudança foi eliminar a obrigação de manter um número fixo de empresas. O índice passou a ter um número variável de constituintes, dependendo de quantas cumpram os critérios de elegibilidade.

Como funciona o cálculo

O PSI é calculado em tempo real durante a sessão de negociação, utilizando a seguinte lógica:

  • A capitalização bolsista de cada empresa é ajustada pelo free float (apenas as ações efetivamente disponíveis para negociação contam)
  • O free float de cada empresa é arredondado para os 5% mais próximos
  • Aplica-se um fator de capping para que nenhuma empresa ultrapasse 15% do peso do índice nas datas de revisão (este limite foi reduzido de 20% para 15% em 2007)
  • O resultado é dividido por um fator de normalização constante ao longo do tempo, garantindo continuidade na série histórica

Critérios de elegibilidade: como uma empresa entra (ou sai) do PSI

Nem todas as empresas cotadas na Euronext Lisboa podem integrar o PSI. Os critérios principais são:

Critério Requisito
Capitalização mínima em free float 100 milhões de euros
Liquidez Volume de negociação regular; trading velocity mínima de 10% do free float anual
Limite de peso no índice Máximo de 15% por empresa nas datas de revisão
Revisão principal Anual, em março
Revisões trimestrais Em junho, setembro e dezembro

Como funciona a seleção

Desde a reformulação de 2022, o PSI deixou de ter um número fixo de constituintes. A Euronext avalia, em cada revisão, quais as empresas cotadas na Euronext Lisboa que cumprem simultaneamente os critérios de capitalização mínima e liquidez. As que cumprirem são incluídas; as que deixarem de cumprir são removidas.

Na prática, isto significa que o índice pode crescer ou encolher conforme o mercado. Se uma nova empresa atinge os patamares exigidos - como aconteceu com a Teixeira Duarte em setembro de 2025 - é adicionada na revisão seguinte. Se uma empresa perde capitalização ou liquidez - como aconteceu com a Greenvolt em 2024, na sequência da OPA da KKR - é retirada.

Além das revisões regulares, existe uma regra de substituição imediata (fast entry): se uma empresa sai do índice por evento extraordinário (fusão, OPA, delisting), a empresa elegível mais bem posicionada fora do índice pode entrar de imediato, sem esperar pela próxima revisão.

As 16 empresas do PSI em 2026

Após a entrada da Teixeira Duarte em setembro de 2025, o PSI voltou a contar com 16 empresas - algo que não acontecia desde a saída da Greenvolt em 2024. A tabela seguinte apresenta todas as constituintes atuais, organizadas por setor.

Empresa Ticker Setor Descrição
EDP EDP.LS Energia / Utilities Maior utility portuguesa, com operações globais em energia eólica, solar e hídrica.
EDP Renováveis EDPR.LS Energia renovável Subsidiária da EDP focada em renováveis. Presença forte na Europa e América do Norte.
Galp Energia GALP.LS Energia (petróleo e gás) Principal empresa portuguesa de petróleo e gás. Exploração, produção e distribuição.
Jerónimo Martins JMT.LS Retalho alimentar Grupo dono do Pingo Doce (PT) e da Biedronka (Polónia). Presença na Colômbia (Ara).
BCP BCP.LS Banca Maior banco privado português. Presente no índice desde a sua criação.
Sonae SON.LS Retalho / Holding Conglomerado: retalho (Continente), telecomunicações, tecnologia, imobiliário.
NOS NOS.LS Telecomunicações Principal operadora de telecomunicações e media em Portugal.
Navigator NVG.LS Pasta e papel Líder europeu na produção de papel de escritório (marca Navigator).
Altri ALTR.LS Pasta e papel Produtora de pasta de celulose. Expansão para fibras têxteis sustentáveis.
Semapa SEM.LS Holding industrial Holding que detém participações na Navigator e na Secil (cimentos).
REN RENE.LS Utilities / Infraestrutura Gestora das redes de transporte de eletricidade e gás natural em Portugal.
Corticeira Amorim COR.LS Materiais / Cortiça Líder mundial na produção e transformação de cortiça.
Mota-Engil EGL.LS Construção Maior grupo de construção português. Forte presença em África e América Latina.
CTT CTT.LS Logística Operador postal histórico, com expansão para e-commerce e Banco CTT.
Ibersol IBS.LS Restauração Opera Burger King, Pizza Hut e Pans & Company em Portugal e Espanha.
Teixeira Duarte TDSA.LS Construção / Imobiliário Regressou ao PSI em set/2025 após valorização de +470%. Construção e hotelaria.

Concentração setorial: o PSI é diversificado?

Uma das críticas recorrentes ao PSI é a sua elevada concentração setorial. A energia e as utilities (EDP, EDPR, Galp, REN) representam uma fatia muito significativa do índice. Setores como a tecnologia, a saúde ou os serviços digitais estão praticamente ausentes.

Esta concentração tem implicações práticas: eventos no setor energético (variações no preço do petróleo, regulação europeia sobre renováveis) ou no setor bancário (alterações nas taxas de juro do BCE) podem ter um impacto desproporcional no índice.

Evolução histórica do PSI: de 3.000 a mais de 9.000 pontos

O PSI tem uma história de mais de 30 anos, marcada por ciclos de crescimento, crises profundas e recuperações.

Período Evento Impacto no PSI
1992 Criação do índice Valor base de 3.000 pontos
1993-1999 Era das privatizações (EDP, Brisa, Cimpor, PT Telecom) Forte crescimento e dinamização do mercado
Março 2000 Máximo histórico 14.822 pontos (3 de março de 2000)
2000-2003 Rebentamento da bolha dot-com Queda acentuada
2007-2008 Crise financeira global Queda de ~51% em 2008
2010-2014 Crise da dívida soberana, troika, resolução do BES Saída de empresas históricas
Março 2020 Pandemia COVID-19 Queda de ~10% em março
2023-2025 Rally da bolsa portuguesa Forte valorização (BCP, Galp, energia)
Março 2026 Cotação atual ~9.000-9.200 pontos (máximos desde 2008)

O que explica a recuperação recente

Nos últimos dois anos, o PSI tem registado uma das melhores performances entre os índices europeus. Vários fatores contribuíram:

  • Setor bancário: o BCP beneficiou significativamente da subida das taxas de juro do BCE, registando lucros recorde
  • Energia: a Galp e a EDP beneficiaram dos preços elevados da energia e da procura por renováveis
  • Retalho: a Jerónimo Martins manteve resultados sólidos, impulsionados pelo crescimento da Biedronka
  • Construção: a Teixeira Duarte registou uma valorização extraordinária em 2025, voltando ao PSI após nove anos

Em março de 2026, o PSI acumulava uma valorização de cerca de 28-34% nos últimos 12 meses.

PSI vs. outros índices europeus

Para contextualizar o PSI no panorama europeu, é útil compará-lo com os outros índices nacionais da Euronext e com os principais benchmarks do continente. Se quiseres saber mais sobre o principal índice europeu, consulta o nosso artigo sobre a versão europeia do S&P 500.

Índice País/Região N.º empresas Cap. total (aprox.) Setores dominantes
PSI Portugal 16 ~70-80 mil M€ Energia, retalho, banca
CAC 40 França 40 ~2,5 biliões € Luxo, energia, banca, farmacêutica
AEX Países Baixos 25 ~1 bilião € Tecnologia, semicondutores, energia
BEL 20 Bélgica 20 ~300 mil M€ Químicos, banca, telecomunicações
IBEX 35 Espanha 35 ~700 mil M€ Banca, utilities, telecomunicações
FTSE MIB Itália 40 ~800 mil M€ Banca, energia, luxo
STOXX 600 Europa (17 países) 600 ~90% do free float europeu Diversificado (todos os setores)

O PSI é, de longe, o mais pequeno destes índices em termos de capitalização e número de constituintes.

Evolução dos diversos índices

Comparação dos índices

Vantagens do PSI

  • Dividend yield (ou rendibilidade do dividendo) historicamente elevado, comparável ou superior ao de muitos índices europeus
  • Exposição a empresas com posições de liderança nos seus nichos (cortiça, papel, retalho polaco)
  • Menor cobertura por analistas, o que pode criar oportunidades para stock-picking

Desvantagens do PSI

  • Elevada concentração setorial e geográfica
  • Baixa liquidez em várias cotadas, especialmente as de menor dimensão
  • Ausência de setores de crescimento (tecnologia, saúde, biotech)
  • Risco de concentração: poucas empresas representam a maior parte do índice

Como investir no PSI

O PSI é um índice, não um ativo negociável. Não podes "comprar o PSI" diretamente. Neste momento, também não existem ETFs ativos dedicados ao índice português - o Lyxor PSI 20 (DR) UCITS ETF foi encerrado, assim como o Global X MSCI Portugal ETF (PGAL), que fechou em fevereiro de 2024. Se queres perceber melhor como funcionam os ETFs, consulta o nosso guia o que é um ETF e como funciona.

Na prática, a forma mais acessível de investir no PSI é através da compra de ações individuais das empresas que o integram, utilizando uma corretora com acesso à Euronext Lisboa. Existe também a possibilidade de utilizar futuros sobre o PSI na Euronext, mas estes instrumentos são complexos e envolvem alavancagem, sendo mais adequados a investidores experientes.

Exemplo prático: como comprar uma ação do PSI

Para exemplificar a compra de uma ação de uma empresa do PSI, vamos usar a Lightyear, uma corretora europeia regulada pela Autoridade de Supervisão Financeira da Estónia. A Lightyear destaca-se pela interface intuitiva, comissões competitivas e acesso a ações cotadas na Euronext, incluindo várias empresas portuguesas. Neste momento, está a oferecer uma ação/ETF gratuito com o código "LITERACIA" (Capital em risco e termos aplicáveis).

Usaremos como exemplo a compra de ações da Galp Energia (GALP.LS). Nota que não se trata de uma recomendação de investimento, mas apenas de um exemplo.

Passo 1: Procurar a ação

Na barra de pesquisa da app ou plataforma web, escreve "Galp" ou o ticker GALP. Seleciona a ação listada na Euronext Lisboa (denominada em euros).

Printscreens da app da Lightyear

Passo 2: Analisar os dados

Antes de investir, consulta a ficha da ação na plataforma. A Lightyear disponibiliza informações como o gráfico de preço, capitalização de mercado, volume de negociação e dividend yield. Podes também verificar notícias recentes sobre a empresa.

Printscreens da app da Lightyear

Passo 3: Criar a ordem

Escolhe o tipo de ordem:

  • Ordem de mercado: compra imediata ao melhor preço disponível
  • Ordem limite: defines o preço máximo que estás disposto a pagar

Define o montante que pretendes investir (definimos 5 ações no nosso exemplo). A Lightyear cobra uma comissão fixa de €1 por transação em ações denominadas em euros, sem comissões de custódia.

Printscreens da app da Lightyear

Passo 4: Confirmar e acompanhar

Revê os detalhes e confirma a ordem. Durante o horário da Euronext Lisboa (08:00-16:30 WET), a execução é praticamente instantânea. Podes acompanhar a posição no teu portefólio dentro da aplicação.

Custos na Lightyear

Item Custo
Compra/venda de ações denominadas em euros €1 por transação
Compra/venda de ETFs €0 (sem comissão, aplicam-se comissões de gestão de fundos)
Câmbio de moeda 0,35% (apenas se moeda diferente do saldo)
Custódia €0
Manutenção de conta €0
Levantamento de fundos €0 (transferência bancária)

O capital está em risco. O prestador dos serviços de investimento é a Lightyear Europe AS para a UE. Aplicam-se os termos: lightyear.com/terms. Isto não constitui aconselhamento de investimento.

Outras corretoras para investir em ações do PSI

Para além da Lightyear, existem outras plataformas que permitem negociar ações portuguesas. Para uma análise mais detalhada de cada uma, consulta o nosso comparativo de melhores corretoras em Portugal.

Corretora Comissão ações em euros ETFs Conta remunerada Regulador
Lightyear €1 por ordem Sem comissão Não EFSA (Estónia)
XTB €0 até €100.000/mês Sem comissão (até limite) Sim KNF, FCA, CySEC
Interactive Brokers Desde ~$1 por ordem Variável Sim SEC, FCA, vários
DEGIRO €1 + €1 gestão/ano Seleção gratuita Não BaFin, AFM
Trade Republic €1 por ordem Sem comissão Sim BaFin
Trading 212 €0 €0 Sim CySEC, FCA

Para análises individuais de cada corretora, consulta: Lightyear, XTB, Interactive Brokers, DEGIRO, Trade Republic e Trading 212.

Quando investires, o teu capital está em risco. As comissões indicadas são aproximadas e podem mudar. Consulta sempre o preçário atualizado de cada corretora.

Horários de negociação da Euronext Lisboa

As ações do PSI seguem os horários da Euronext Lisboa, que se dividem em várias fases:

Fase Horário (WET/WEST) O que acontece
Leilão de abertura 07:00 - 08:00 Introdução e cancelamento de ordens; não há execuções. Calcula-se o preço de abertura.
Negociação contínua 08:00 - 16:30 Sessão principal. Ordens executadas em tempo real.
Leilão de fecho 16:30 - 16:35 Período para fixar o preço oficial de fecho.
Negociação ao preço de fecho 16:35 - 16:40 Transações ao preço de fecho fixado.
Sessão pós-fecho Até 17:30 Operações adicionais com menor liquidez.

Os horários seguem a hora da Europa Ocidental (WET no inverno, WEST no verão). Portugal e o Reino Unido partilham o mesmo fuso horário.

Fiscalidade: como são tributados os investimentos no PSI?

Para investidores residentes em Portugal, os rendimentos obtidos com ações do PSI estão sujeitos à seguinte tributação. Para um guia completo sobre este tema, consulta o nosso artigo como declarar investimentos no IRS.

Mais-valias (ganhos na venda de ações)

As mais-valias sobre ações são tributadas a uma taxa liberatória de 28% sobre o ganho líquido (preço de venda menos preço de compra, deduzidas comissões). Em alternativa, podes optar pelo englobamento, somando os ganhos ao teu rendimento global e aplicando as taxas progressivas de IRS - o que pode ser vantajoso para quem tem rendimentos baixos.

Nota importante: ações detidas há mais de 365 dias beneficiam de uma exclusão parcial de tributação. Desde o OE2023, esta exclusão progressiva pode ir até 100% para detenções superiores a 8 anos (aplicável a PMEs cotadas na Euronext Lisboa).

Dividendos

Os dividendos de ações portuguesas são tributados a 28%. Se investires através de um banco ou corretora portuguesa, a retenção é feita automaticamente na fonte.

Se utilizares uma corretora estrangeira (XTB, Trading 212,…), poderás receber o dividendo bruto, mas terás de declarar o rendimento no IRS e pagar a taxa correspondente.

Em ambos os casos, podes optar pelo englobamento.

Vantagem das ações portuguesas

Ao investir em ações do PSI, não existe risco de dupla tributação ou complexidade fiscal adicional com tratados internacionais, uma vez que as empresas são portuguesas e os dividendos são pagos em Portugal. Esta é uma vantagem prática face ao investimento em ações estrangeiras.

Nota: a legislação fiscal pode mudar e pode variar de acordo com as tuas circunstâncias individuais. Consulta sempre um contabilista ou as informações atualizadas no Portal das Finanças para confirmar a tributação aplicável.

Faz sentido investir no PSI? Análise crítica

Esta é a pergunta central para qualquer investidor. A resposta depende dos teus objetivos, horizonte temporal e estratégia.

Argumentos a favor

  • Dividend yield atrativo: várias empresas do PSI têm políticas de dividendos consistentes
  • Familiaridade: investir em empresas que conheces do dia-a-dia pode facilitar a análise
  • Vantagem fiscal: exclusão progressiva de mais-valias para ações de PMEs cotadas na Euronext Lisboa
  • Recuperação recente: PSI em máximos de quase 18 anos, com momentum positivo

Argumentos contra

  • Concentração excessiva: pouca diversificação setorial e geográfica
  • Falta de setores de crescimento: sem tecnologia, saúde ou biotech, pode underperformar a longo prazo
  • Dimensão reduzida: um índice com apenas 16 empresas não é estatisticamente representativo
  • Liquidez limitada: algumas cotadas têm volumes muito baixos, o que pode dificultar a execução

Para quem procura diversificação global, um ETF como o VWCE ou IWDA será geralmente mais adequado como pilar central de uma carteira. Se estás a começar e queres perceber por onde começar, consulta como e onde investir o teu dinheiro em Portugal.

Onde acompanhar o PSI em tempo real

Fonte Tipo de dados
Euronext Lisboa Cotação oficial, composição, factsheets
CMVM Relatórios regulatórios, comunicados
Investing.com Cotações, gráficos, histórico, notícias
Trading Economics Dados macro, série histórica
BPstat (Banco de Portugal) Série mensal do índice
Yahoo Finance Cotação, componentes, gráficos

Perguntas frequentes

O que é o PSI?

É o principal índice de referência da Euronext Lisboa. Agrega as empresas mais representativas e líquidas da bolsa portuguesa, ponderadas pela capitalização de mercado ajustada ao free float.

Quando foi criado?

A 31 de dezembro de 1992, com um valor base de 3.000 pontos.

Quantas empresas compõem o PSI em 2026?

16 empresas, após a entrada da Teixeira Duarte em setembro de 2025 e a manutenção da composição na revisão de março de 2026.

Porque deixou de se chamar PSI-20?

Porque o número de constituintes já não era 20 (chegou a ser apenas 15). Em 2022, a Euronext simplificou o nome para PSI e permitiu um número variável de empresas.

Posso investir no PSI através de um ETF?

Neste momento não existem ETFs ativos dedicados ao índice português. O Lyxor PSI 20 UCITS ETF e o Global X MSCI Portugal ETF (PGAL) foram ambos encerrados. A forma mais viável de investir no PSI é através da compra de ações individuais das empresas que o compõem.

Qual a cotação atual do PSI?

Em finais de março de 2026, o PSI negoceia em torno dos 9.000-9.200 pontos, valores que não eram atingidos desde junho de 2008.

O PSI é um bom investimento?

Depende da tua estratégia. Para uma carteira diversificada a longo prazo, um ETF global será geralmente mais adequado como pilar central.

Quais as corretoras com acesso ao PSI?

Entre as mais populares estão a Lightyear, XTB, Interactive Brokers, DEGIRO, Trade Republic e Trading 212. Todas permitem negociar ações cotadas na Euronext Lisboa.

Aviso legal: este artigo tem caráter meramente informativo e educativo. Não constitui aconselhamento financeiro, recomendação de investimento ou oferta de qualquer produto financeiro. O investimento em ações envolve riscos, incluindo a possibilidade de perda de capital. Faz sempre a tua própria análise antes de investir e, se necessário, consulta um profissional qualificado. O capital está em risco. O prestador dos serviços de investimento é a Lightyear Europe AS para a UE. Aplicam-se os termos: lightyear.com/terms. Isto não constitui aconselhamento de investimento nem fiscal.

Autor
O Franklin é licenciado em Economia e mestre em Finanças. Concluiu o nível II do CFA e conta com cerca de três anos de experiência em gestão de patrimónios, como analista de carteiras e fundos de investimento na Golden Wealth Management. Criou o canal de YouTube "Edge Over Hedge" sobre literacia financeira. É o nosso Warren Buffett português – embora mais jovem.