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Calculadora de perfil de investidor

Responde a 10 perguntas e descobre o teu perfil de investidor, a carteira de referência para esse perfil e quanto ela podia cair numa crise.
Teste de perfil de investidor
Pergunta 1 de 10A tua situação financeira
€
Serve só para mostrar em euros quanto podia cair a tua carteira. Não entra no cálculo do perfil.
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ConservadorModeradoEquilibradoDinâmicoArrojado
Capacidade para assumir risco-
Tolerância ao risco-
Carteira de referência para este perfil
Ações-
Obrigações e liquidez-
Quanto podia cair esta carteira?
Queda num cenário como 2001-2009-
Os 5 perfis lado a lado
PerfilAçõesQueda¹
Para saber mais
    ¹ Queda da carteira se a parte em ações caísse 53,60% e a parte em obrigações e liquidez mantivesse o valor. Os 53,60% são a maior queda do índice MSCI World em euros desde o final de 2000, medida entre o máximo de 24 de maio de 2001 e o mínimo de 9 de março de 2009 (retorno líquido). Fonte: ficha do índice MSCI World em euros de 31 de agosto de 2026. É uma simplificação: as obrigações também podem descer, como aconteceu em 2022. Quedas passadas não garantem que as futuras sejam iguais.

    Este teste tem fins educativos. A pontuação e as carteiras de referência são uma metodologia do Literacia Financeira e não constituem consultoria para investimento nem uma recomendação personalizada. Não substitui o teste de adequação que o teu banco ou corretora tem de fazer.

    Glossário

    O que é o perfil de investidor?

    O perfil de investidor resume quanto risco faz sentido assumires quando investes. Depende de duas coisas diferentes: o que as tuas finanças permitem e o que tu aguentas quando o valor desce. Serve para escolheres a divisão entre ações (oscilam mais) e obrigações e liquidez (oscilam menos).
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    Este teste dá-te um de 5 perfis (de Conservador a Arrojado) e uma carteira de referência para cada um. Se ainda estás a dar os primeiros passos, começa pelo guia sobre como investir dinheiro em Portugal.

    Qual é a diferença entre capacidade e tolerância ao risco?

    A capacidade para assumir risco é financeira: mede quanto podes perder sem pôr em causa as tuas contas. Sobe com o prazo, com um fundo de emergência, com um rendimento estável e quando o investimento pesa pouco nas tuas poupanças.
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    A tolerância ao risco é psicológica: mede como reages quando a carteira desce. Há quem veja uma queda de 30% e não faça nada e há quem venda tudo.
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    As duas nem sempre coincidem. Uma pessoa de 25 anos com salário estável tem muita capacidade, mas pode não aguentar ver o dinheiro descer. Por isso o teste mede as duas em separado e o perfil segue a mais baixa. Esta separação é usada por gestoras como a PWL Capital, cujo questionário de perfil de risco serviu de inspiração a esta calculadora.

    E a necessidade de assumir risco?

    Há um terceiro fator que este teste não mede: a necessidade de assumir risco, ou seja, a rentabilidade de que precisas para chegar ao teu objetivo. Se 4% ao ano são suficientes, não precisas de uma carteira que procura 8% à custa de quedas maiores.
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    Fica de fora porque depende de contas e não de um questionário: quanto tens, quanto poupas por mês e em que prazo. Podes fazê-las no simulador de poupança.
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    Se necessidade, capacidade e tolerância apontarem em sentidos diferentes, "manda" a mais conservadora. Se precisas de mais rentabilidade do que o teu perfil permite, mexe no objetivo: no valor que poupas por mês, no prazo ou na meta.

    Como é calculado o resultado?

    Cada resposta vale entre 0 e 4 pontos. As 5 perguntas sobre a tua situação financeira somam a capacidade (0 a 20 pontos) e as 5 sobre a tua relação com o risco somam a tolerância (0 a 20 pontos). Cada pontuação cai num de 5 níveis:
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    • Menos de 4 pontos: Conservador
    • 4 a 7,5 pontos: Moderado
    • 8 a 11,5 pontos: Equilibrado
    • 12 a 15,5 pontos: Dinâmico
    • 16 a 20 pontos: Arrojado

    O perfil final é o mais baixo dos dois níveis. Exemplo: com 15 pontos de capacidade (Dinâmico) e 9 de tolerância (Equilibrado), o resultado é Equilibrado.
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    O prazo funciona ainda como teto: com menos de 3 anos o teste não atribui perfil e a carteira de referência fica sem ações, entre 3 e 5 anos vai no máximo até Moderado e entre 5 e 10 anos no máximo até Dinâmico. Há um segundo teto: se uma perda de 30% te obrigava a cortar em despesas essenciais, o perfil vai no máximo até Moderado. A pontuação é uma metodologia do Literacia Financeira com fins educativos e não foi validada como instrumento psicométrico.

    Quais são os 5 perfis e as carteiras de referência?

    Cada perfil corresponde a uma divisão entre ações e obrigações e liquidez:
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    • Conservador: 20% em ações e 80% em obrigações e liquidez
    • Moderado: 40% em ações e 60% em obrigações e liquidez
    • Equilibrado: 60% em ações e 40% em obrigações e liquidez
    • Dinâmico: 80% em ações e 20% em obrigações e liquidez
    • Arrojado: 100% em ações

    As percentagens são pontos de referência e não uma recomendação para o teu caso. No fim dos resultados encontras artigos para aprofundar o teu perfil.
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    Há um caso à parte: se vais precisar do dinheiro em menos de 3 anos, o teste não te atribui nenhum destes perfis. A carteira de referência fica sem ações, só com produtos de capital garantido e liquidez, como depósitos a prazo e certificados de aforro.

    Quanto pode cair cada carteira?

    Para dar uma ordem de grandeza, a calculadora usa a maior queda do índice MSCI World em euros desde o final de 2000: 53,60% (retorno líquido), segundo a ficha do índice em euros de 31 de agosto de 2026. O índice junta ações de 23 países desenvolvidos.
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    Esta queda não aconteceu de uma vez. Mede a distância entre o máximo de 24 de maio de 2001 e o mínimo de 9 de março de 2009. Pelo meio houve duas crises: o rebentar da bolha tecnológica e a crise financeira de 2008. Entre uma e outra, o índice nunca chegou a recuperar o máximo de 2001.
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    A conta é: percentagem em ações × 53,60%. Uma carteira Equilibrada (60% em ações) cairia 32,2%, ou seja, 10.000€ passavam a 6.784€. Uma carteira Arrojada cairia 53,6% e os mesmos 10.000€ passavam a 4.640€.
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    A conta assume que a parte em obrigações e liquidez mantém o valor, o que é uma simplificação. As obrigações também caem: em 2022, ações e obrigações desceram ao mesmo tempo. Para teres uma referência, o iShares Core Global Aggregate Bond UCITS ETF EUR Hedged (EUNA), um fundo de obrigações globais com cobertura cambial para euros, teve uma queda máxima de 17,84% desde o lançamento em novembro de 2017, segundo o justETF (dados consultados em outubro de 2026).

    Este teste substitui o teste de adequação do banco ou da corretora?

    Não. Em regra, antes de te prestar serviços de investimento, o intermediário financeiro tem de te pedir informação sobre os teus conhecimentos e experiência. Na gestão de carteiras e na consultoria para investimento tem ainda de avaliar a tua situação financeira e os teus objetivos, o que inclui a capacidade para suportar perdas e a tolerância ao risco. É o que preveem o artigo 314.º e o artigo 314.º-A do Código dos Valores Mobiliários.
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    Esse teste é feito pela entidade onde investes. Esta calculadora serve para pensares no assunto antes e chegares lá com uma ideia mais clara do risco que queres assumir.

    O perfil de investidor pode mudar?

    Sim. A capacidade muda com a vida: o prazo encurta à medida que te aproximas do objetivo, o rendimento sobe ou desce e as poupanças crescem. A tolerância também muda, sobretudo depois de viveres a primeira queda a sério com dinheiro teu.
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    Vale a pena repetir o teste quando algo importante muda, como uma compra de casa, um filho ou uma mudança de emprego. Se o teu objetivo é a independência financeira, vê também a calculadora FIRE.
    Esta ferramenta tem caráter meramente informativo e educativo. Não constitui consultoria para investimento nem uma recomendação personalizada e não dispensa o aconselhamento de um profissional autorizado.