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Calculadora de fundo de emergência

Descobre quanto deves ter no fundo de emergência, quanto te falta e quando lá chegas, com base na recomendação do Banco de Portugal e na tua situação.

Glossário

Quanto devo ter no fundo de emergência?

O Banco de Portugal recomenda um fundo de, no mínimo, quatro a seis meses de despesas mensais, fixas e variáveis, e um período mais longo para quem trabalha por conta própria. Com despesas de 1.500€ por mês, isso dá pelo menos 6.000€ a 9.000€.

Como calcula esta ferramenta o valor recomendado?

Parte de 4 meses de despesas, o mínimo do Banco de Portugal, para quem tem contrato sem termo, trabalha na função pública ou é reformado. Sobe para 5 meses com contrato a termo e para 7 meses para trabalhadores independentes, porque o rendimento é mais incerto. Soma mais 1 mês se só houver um rendimento em casa e mais 1 mês se tiveres filhos ou outras pessoas a cargo. Com contrato a termo, um só salário em casa e um filho, o fundo recomendado é de 7 meses de despesas.

Onde devo guardar o fundo de emergência?

Numa conta poupança ou num depósito a prazo que possas mobilizar a qualquer momento, com garantia de capital e, se possível, juros acima da inflação. Os depósitos estão cobertos pelo Fundo de Garantia de Depósitos até 100.000€ por depositante e por banco. Ações, ETF e PPR não servem para este dinheiro: o valor pode estar em baixo no dia em que precisas dele. Para escolher onde o pôr, vê os melhores depósitos a prazo.

Como começo um fundo de emergência do zero?

Trata a poupança como uma despesa fixa: marca uma transferência automática para a conta poupança no dia em que recebes o salário. Um primeiro objetivo de um mês de despesas já cobre imprevistos como uma avaria do carro. O Banco de Portugal sugere reforçar o fundo com o reembolso do IRS e os subsídios de férias e de Natal. Se não sabes quanto consegues pôr de lado, o simulador de orçamento familiar mostra para onde vai o teu dinheiro.

Quando devo usar o fundo de emergência?

Quando perdes rendimento, por exemplo num despedimento ou numa baixa médica, ou quando surge uma despesa urgente, como uma reparação em casa. Também serve para pagar as contas enquanto esperas pelo pagamento de um seguro ou de um apoio público. Férias e compras planeadas ficam de fora. Depois de usares o fundo, volta a repô-lo.

O subsídio de desemprego reduz o fundo de que preciso?

Ajuda, mas não substitui o fundo. O subsídio é de 65% da remuneração de referência, com um máximo de 2,5 vezes o IAS, ou seja, 1.342,83€ por mês em 2026, e só começa a ser pago depois de o pedido ser aprovado. Na calculadora podes marcar a opção do subsídio para veres quanto tempo o fundo dura com ele. Para o valor exato na tua situação, usa o simulador de subsídio de desemprego.

Nota

Esta calculadora tem fins meramente informativos. O valor recomendado parte do mínimo do Banco de Portugal, de quatro a seis meses de despesas, e ajusta-o à estabilidade do teu rendimento. O tempo até ao objetivo não conta juros. A estimativa do subsídio de desemprego usa as regras de 2026.