1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12

Simulador comprar vs arrendar casa

Descobre se compensa mais comprar casa ou arrendar e investir a diferença, com os impostos e os dados do mercado português.
Simulador comprar vs arrendar
Compara o património que terias ao fim de alguns anos se comprasses casa ou se arrendasses uma casa equivalente e investisses a diferença. Começa só com cinco dados. Os restantes pressupostos já vêm preenchidos com dados portugueses e podes ajustá-los.
O preço de compra da casa que estás a considerar. Em 2026 o valor médio por casa vendida em Portugal rondou os 266.000€ (INE, 2.º trimestre).
€
Percentagem do preço que pagas do teu bolso. O Banco de Portugal limita o crédito a 90% do menor valor entre preço e avaliação, por isso a entrada mínima costuma ser 10% (sem contar com impostos e registos).
%
Quanto pagarias por mês para arrendar uma casa semelhante à que compravas. A renda mediana dos novos contratos em Portugal foi 10,17€/m² no 2.º trimestre de 2026 (INE). Para 100 m², cerca de 1.000€.
€
O número de anos em que ficarias na casa (ou a arrendar) antes de vender. Quanto mais curto o horizonte, mais pesam os custos iniciais da compra.
Se tiveres até 35 anos e for a tua primeira habitação própria e permanente, ficas isento de IMT e de Imposto do Selo na compra até 330.539€ (isenção parcial até 660.982€) e dos emolumentos de registo. Regras do IMT Jovem em 2026.
Sim Não
Os valores abaixo já vêm preenchidos com dados do Banco de Portugal, do INE e das regras fiscais de 2026. Só precisas de mexer no que conheces melhor para o teu caso. Os impostos da compra (IMT e Imposto do Selo), os registos e o Imposto do Selo do crédito são calculados automaticamente.
Crédito habitação
Taxa anual nominal do crédito. Em agosto de 2026 a taxa média dos novos créditos à habitação em Portugal foi 3,00% (Banco de Portugal). Assumimos a mesma taxa durante todo o prazo.
%
Prazo do empréstimo. O Banco de Portugal recomenda um máximo de 40 anos até aos 35 anos de idade e 35 anos acima disso. O prazo médio dos novos contratos em 2025 foi cerca de 32 anos.
Seguro de vida e seguro multirriscos exigidos pelo banco, em euros por mês. Para um casal de 35 anos e um crédito de 200.000€ rondam os 40€ a 70€ por mês no total. Atualiza com a inflação.
€
Comissão de avaliação, de dossier e de formalização, com Imposto do Selo de 4% incluído. Nos preçários de 2026 dos grandes bancos o total ronda 650€ a 900€.
€
Custos de ser proprietário
Taxa anual do IMI no município da casa, entre 0,3% e 0,45% para prédios urbanos. Em 2026, 199 dos 308 municípios aplicam o mínimo de 0,3% (Lisboa 0,3%, Porto 0,324%). Incide sobre o valor patrimonial tributário (VPT), não sobre o preço.
%
O valor patrimonial tributário que consta da caderneta predial. Costuma ficar bastante abaixo do preço de mercado. Se deixares em branco, assumimos metade do preço de compra.
€
Obras, reparações e desgaste da casa. Os estudos de longo prazo apontam para 1% a 2% do valor da casa por ano (Jordà et al., "The Rate of Return on Everything"). Usamos 1%.
%
Quota de condomínio, se comprares um apartamento. Põe 0 numa moradia. Atualiza com a inflação.
€
Comissão da imobiliária e outros custos quando vendes a casa no fim do período. A prática em Portugal é 5% mais IVA (6,15%). Põe 0 se não contares vender.
%
Arrendamento
Quanto a renda sobe por ano. O coeficiente legal de atualização das rendas para 2026 é 2,24%. Nos novos contratos as rendas subiram 10,2% no último ano (INE, 2.º trimestre de 2026). Usamos a inflação de longo prazo.
%
A lei permite até 2 rendas de caução. É devolvida no fim do contrato, mas fica parada sem render.
Investimento e mercado
Rentabilidade anual média do dinheiro que o inquilino investe (entrada que não deu e diferença mensal de custos). Um ETF global de ações rendeu cerca de 5% acima da inflação no longo prazo (UBS Global Investment Returns Yearbook). Com 2% de inflação, 6% a 7% nominais. Usamos 6%.
%
Taxa de IRS sobre as mais-valias quando o inquilino vende os investimentos no fim do período. Em Portugal a taxa autónoma é 28%.
%
Quanto o preço da casa sobe por ano. Entre 2010 e 2026 os preços em Portugal subiram cerca de 6% ao ano (BIS). No muito longo prazo, em 16 países, as casas valorizaram cerca de 1% acima da inflação. Usamos 3% (inflação de 2% mais 1%).
%
Usada para atualizar seguros e condomínio. O objetivo do BCE é 2% e a inflação média em Portugal entre 2000 e 2025 foi 2,1% ao ano.
%
Calcular

Preenche os dados e clica em Calcular para veres os resultados.

Resultados
Património líquido ao longo do tempo
Anos
Comprar Arrendar e investir Fim do crédito
Ano
Património comprar
Património arrendar
Diferença
Custo comprar
Custo arrendar
Património comprar = valor da casa menos custos de venda e dívida ao banco, mais o que o proprietário investiu nos anos em que lhe saiu mais barato. Património arrendar = investimentos do inquilino (após imposto sobre os ganhos) mais a caução.

Os resultados apresentados são simulações e não representam qualquer tipo de aconselhamento financeiro.

Glossário

Como funciona este simulador de comprar vs arrendar casa?

O simulador põe lado a lado duas vidas paralelas durante o número de anos que escolheres. Numa compras a casa: pagas a entrada, o IMT, o Imposto do Selo, os registos e as comissões do banco no dia da compra e depois pagas todos os meses a prestação, os seguros, o IMI, a manutenção e o condomínio. Na outra arrendas uma casa equivalente: pagas a caução e a renda, que sobe todos os anos.
‍
A regra central, a mesma do simulador da PWL Capital que serviu de referência, é simples: quem gasta menos num mês investe a diferença. O inquilino começa por investir todo o dinheiro que o comprador gastou no dia da compra. Nos primeiros anos o proprietário costuma gastar mais, por isso o inquilino vai acumulando investimentos. Quando o crédito acaba, o proprietário passa a gastar menos e é ele quem investe a diferença.
‍
No fim do período comparamos o património de cada um. O do proprietário é o valor da casa menos os custos de venda e a dívida que ainda tiver, mais o que investiu. O do inquilino são os investimentos, já descontado o imposto sobre os ganhos, mais a caução devolvida. A diferença entre os dois é o resultado que vês em destaque.

O que é a renda de equilíbrio?

É a renda mensal a partir da qual comprar passa a compensar. Se encontrares uma casa equivalente para arrendar por menos do que esse valor, arrendar e investir a diferença deixa-te com mais património no fim do período. Se as rendas na zona forem mais altas, compensa comprar.
‍
É a versão portuguesa da "regra dos 5%" de Ben Felix: os custos irrecuperáveis de ter casa própria (impostos, manutenção e o custo de oportunidade do capital) rondam 5% do valor da casa por ano, por isso uma renda abaixo de 5% do preço a dividir por 12 tende a compensar. O simulador calcula esse limiar para o teu caso concreto, com os impostos e os custos portugueses, em vez de usar uma regra fixa. Na simulação por defeito o valor fica perto de 4% a 5% do preço por ano.

Que impostos e custos pagas no dia da compra?

O simulador calcula automaticamente, com as regras de 2026 para habitação própria e permanente em Portugal Continental:
‍
  • IMT: imposto progressivo sobre a compra, isento até 106.346€ e com taxas marginais de 2% a 8% acima disso. Podes ver o detalhe por escalão no nosso simulador de IMT e Imposto do Selo.
  • Imposto do Selo da compra: 0,8% do preço.
  • Imposto do Selo do crédito: 0,6% do valor do empréstimo, para créditos com prazo igual ou superior a 5 anos.
  • Registos e escritura: 700€ pelo serviço Casa Pronta quando há compra e hipoteca (375€ sem crédito).
  • Comissões do banco: avaliação, dossier e formalização, cerca de 650€ a 900€ nos preçários de 2026. Podes ajustar nos pressupostos avançados.

Se tiveres até 35 anos e for a tua primeira casa, o IMT Jovem isenta-te de IMT e de Imposto do Selo na compra até 330.539€ (com isenção parcial até 660.982€) e dos emolumentos de registo. Basta escolheres "Sim" na pergunta correspondente. Lê também o nosso guia sobre quanto custa comprar casa.

Que custos tem um proprietário para além da prestação?

Quem compara só a prestação com a renda está a esquecer metade da conta. O simulador inclui:
‍
  • Manutenção: obras, reparações e o desgaste normal da casa. Os estudos de longo prazo em 16 países apontam para 1% a 2% do valor da casa por ano (Jordà, Knoll, Kuvshinov, Schularick e Taylor, "The Rate of Return on Everything"). Usamos 1%.
  • IMI: entre 0,3% e 0,45% do valor patrimonial tributário, que costuma ser bastante inferior ao preço de mercado. Por defeito usamos a taxa mínima de 0,3% sobre um VPT igual a metade do preço. Se souberes o VPT real da caderneta predial, indica-o nos pressupostos avançados. Confirma o teu caso no simulador de IMI.
  • Seguros do crédito: o seguro de vida e o seguro multirriscos exigidos pelo banco.
  • Condomínio: a quota mensal, se for um apartamento.
  • Custos de venda: a comissão da imobiliária quando vendes a casa no fim, normalmente 5% mais IVA.

Do lado do inquilino contamos a renda, a caução e a dedução de 15% das rendas no IRS, até 900€ por ano em 2026 (artigo 78.º-E do Código do IRS).

De onde vêm os valores por defeito?

Todos os pressupostos avançados partem de dados portugueses recentes ou de estudos de longo prazo:
‍
  • Taxa de juro de 3%: taxa média dos novos créditos à habitação em agosto de 2026, segundo o Banco de Portugal. Vê como negociar o spread.
  • Prazo de 35 anos: o prazo médio dos novos contratos em 2025 foi cerca de 32 anos. A recomendação macroprudencial do Banco de Portugal limita o prazo a 40 anos até aos 35 anos de idade e a 35 anos acima disso.
  • Entrada de 10%: o Banco de Portugal limita o crédito a 90% do menor valor entre preço e avaliação.
  • Renda de 1.050€: a renda mediana dos novos contratos foi 10,17€/m² no 2.º trimestre de 2026 (INE), cerca de 1.000€ para 100 m². Em Lisboa a mediana foi 17,79€/m².
  • Atualização da renda de 2%: o coeficiente legal para 2026 é 2,24% e a inflação média em Portugal entre 2000 e 2025 foi 2,1% ao ano.
  • Valorização da casa de 3%: entre 2010 e 2026 os preços subiram cerca de 6% ao ano em Portugal, mas no muito longo prazo as casas valorizaram cerca de 1% acima da inflação. Usamos um valor prudente: inflação de 2% mais 1%.
  • Retorno do investimento de 6%: as ações mundiais renderam cerca de 5% acima da inflação desde 1900 (UBS Global Investment Returns Yearbook 2026). Com 2% de inflação, 6% a 7% nominais. Sabe mais sobre investir em ETFs.

Podes alterar qualquer um destes valores. Experimenta sobretudo a valorização da casa e o retorno do investimento: são os dois pressupostos que mais mudam o resultado.

Arrendar é deitar dinheiro fora?

Não. A renda paga um serviço (ter onde viver) e o proprietário também paga por esse serviço, só que de forma menos visível: juros ao banco, impostos, manutenção e o retorno que deixa de ganhar por ter a entrada parada em tijolo. A diferença é que o proprietário também está a poupar à força, porque parte da prestação amortiza a dívida.
‍
É por isso que o simulador assume que o inquilino investe a diferença. Se não o fizer, comprar ganha quase sempre, porque o crédito obriga a poupar. Se o fizer com disciplina, os dois caminhos ficam muito mais próximos do que a maioria das pessoas pensa. A grande vantagem financeira de comprar é a estabilidade: fixas o custo da casa para décadas, enquanto as rendas acompanham o mercado.

O que o simulador não considera?

Para ser fácil de usar, o simulador simplifica alguns pontos:
‍

E, acima de tudo, não mede o que não tem preço: a liberdade de mudar de cidade ou de emprego, a tranquilidade de não ter um senhorio, a vontade de fazer obras à tua maneira ou o peso de uma dívida a 35 anos. Usa o resultado financeiro como uma peça da decisão, não como a decisão toda.

Este simulador substitui aconselhamento financeiro?

Não. O simulador é uma ferramenta informativa e educativa. Os resultados dependem inteiramente dos pressupostos que escolheres, em especial da valorização futura da casa e do retorno dos investimentos, que ninguém consegue prever. O Literacia Financeira não presta consultoria para investimento nem recomenda a compra ou o arrendamento de qualquer imóvel. Antes de decidir, confirma as condições reais junto do banco e, se precisares, fala com um profissional habilitado.